O objectivo do jogo de football é marcar golos na baliza adversária e não deixar que o adversário marque golos na baliza da nossa equipa. A partir do momento em que, em 180 minutos, uma equipa é inconsequente do ponto de vista atacante e fraca na defesa, esse propósito está muito, muito longe, de ser atingido. Num curto espaço de tempo, esta equipa passou de uma equipa segura na defesa, capaz de atacar organizadamente mas com falhas na finalização, para uma equipa incrivelmente intranquila, sem qualquer segurança defensiva, com um jogo colectivo fraquíssimo e…mantendo as falhas de finalização.
Os dois primeiros golos do Spartak, à semelhança dos golos sofridos na passada 6ªfeira, são fruto de uma flagrante fragilidade e passividade defensiva, que levanta o mistério: Onde anda a segurança defensiva que a equipa ganhou com a entrada de Paulo Bento no decurso da época passada?
No ataque, vimos finalmente um golo de Bueno (que nem esteve nada mal neste jogo), mas o que dizer do escasso número de oportunidades que conseguimos criar e do modo como as tentámos concretizar? Podem pensar que o discurso seria outro se o cabeceamento do Liedson tivesse entrado, mas caso a façam, estarão enganados. Hoje assistiu-se a uma verdadeira palhaçada em Alvalade. Uma palhaçada que custou muito caro. Depois de ficarmos praticamente arredados do título nacional, saímos ingloriamente da Europa, sem termos atingido sequer o mínimo aceitável a que nos propusemos no dia do sorteio. E agora?
Mantenho a minha fé no Paulo Bento e sinto que ele é capaz de tirar a equipa do fundo onde a meteu, mas não posso deixar de sentir também a necessidade de reforçar alguns sectores da equipa, e não estou a falar da contratação de outros Alecsandros. Seja ir buscar putos aos juniores (Daniel Carriço, Tiago Pinto, João Martins ou Ricardo Nogueira) chamar emprestados (Zezinando, André Marques ou David Caiado) ou contratar jogadores de jeito: Algo tem de ser feito, e depressa.
Por aqui me fico por hoje.