01 March 2007

Sporting 2-1 Académica: Marcar cedo e gerir

Liedson a celebrar um dos seus golos frente à Académica de Coimbra, em jogo a contar para os quartos de final da Taça de Portugal

A Académica já ficou para trás. Estamos nas meias-finais da Taça!
Num estádio de Alvalade muito despido de público (aproximadamente 13.000 pessoas, a segunda pior assistência da época), o Sporting entrou no jogo a matar, aproveitando com sucesso duas das três oportunidades que criou nos primeiros 15 minutos de jogo. Ambos os golos foram apontados por Liedson, sendo que o primeiro surge após uma jogada primorosa de João Moutinho na direita, enquanto o segundo foi de cabeça, em resposta a um bom cruzamento de Yannick Djaló. Após o ímpeto inicial abrandámos, mas nunca sem deixar de ter o jogo bem controlado e de criar lances perigosos.
Ao intervalo, Manuel Machado fez as últimas duas substituições de que a briosa dispunha e a Académica foi capaz de equilibrar o jogo a meio campo, no entanto, somente apenas a expulsão de Vítor Vinha (após (mais) uma cobarde “porrada” a João Moutinho) é que começou a causar perigo. O Sporting estava apático e consentia o domínio do jogo à equipa adversária. Ao contrário do que aconteceu no jogo contra o Pinhalnovense, a equipa não voltou a dominar por absoluto no último quarto de hora, isto apesar de ter sido o período em que voltámos a criar muito perigo, principalmente no lance em que, salvo erro, Paulo Sérgio tirou a Liedson a hipótese de fazer um hat-trick.
Já muito perto do final do jogo, a Académica ainda conseguiu reduzir a desvantagem através de mais um daqueles lances em que nós “adoramos” sofrer golos, no entanto, a vitória do Sporting neste desafio nunca esteve em causa.
FORÇA SPORTING, rumo a uma vitória no Jamor!
Ps: Uma nota para o regresso de Abel à equipa titular. Apreciei bastante a exibição do nosso lateral direito e espero, sinceramente, que mantenha o lugar. Ao lado de Moutinho e de Liedson, terá sido o melhor em campo.

28 February 2007

Motivo para preocupação?

Nota introdutória: Bem sei que não é habito neste blog, mas o que vão ler a seguir é muito baseado em rumores, rumores esses que têm surgido em demasia e a apontar para o mesmo sentido, razão pela qual a minha preocupação tem aumentado…
Ontem, durante o horário nobre da SIC Notícias, Rui Verde, recentemente exonerado do cargo de Vice-Reitor da Universidade Independente (U.I.), referiu o nosso clube num contexto semelhante a: “Não tenho nada contra Amadeu Lima de Carvalho, não percebia era nada de universidades, mas pelo que sei, até está a ter muito sucesso noutros negócios, penso que com o Sporting”.
Rui Verde foi afastado da UI por suspeitas de desvio de dinheiro e falsificação de documentos. Na sua entrevista, negou peremptoriamente essas acusações, bem como refutou qualquer envolvimento de capitais suspeitos na UI, mas a verdade é que todo o falatório aponta no sentido do capital accionista do estabelecimento educativo ter origem em Angola, mais precisamente no comércio lícito (ou, nem por isso…) de diamantes. Esta possibilidade ganha alguma relevância porque a SIC mostrou também, testemunhos anónimos de elementos ligados à UI, que denunciavam encontros frequentes entre representantes do governo angolano, Rui Verde e mais um sócio… Outra coisa que nos chega através de rumores é que “a ponte” entre a UI e Angola é, precisamente, Amadeu Lima de Carvalho, o homem de quem também se diz ter sido o intermediário da venda do património não desportivo do nosso clube à dupla Silcoge/Deutsche Bank.
Perdoem-me o parágrafo brejeiro mas, se na altura da venda do património não desportivo, não estava a apreciar o suposto envolvimento de Lima de Carvalho no negócio, muito menos me agrada agora, com este imbróglio na UI…
Perante tudo isto, não posso deixar de temer (ainda mais) o que Soares Franco admitiu ao Público no último dia 8 de Fevereiro: “a necessidade de "haver uma mudança cultural no clube", de forma a que seja aceite que o Sporting não tem de ter a maioria do capital da sua SAD”.
Motivo para preocupação? Na minha opinião, sim. E na vossa?

26 February 2007

Ainda o jogo com o Aves

E em relação às críticas que Soares Franco lançou aos adeptos que marcaram presença no estádio e que mostraram o seu desagrado devido a mais uma exibição mediana, só as posso condenar.
Se, tal como muita gente, considero absurdos os assobios que surgem das bancadas por causa de um mau passe aos 40 segundos de jogo, não sou mesmo nada contra os assobios que, a partir do intervalo, premeiam exibições que levem os espectadores a pensar que mais valia ter ficado em casa. A partir do momento em que os adeptos se dirigem ao estádio para ver a sua equipa, aquela equipa que amam e que os habituou a exibições com bom nível, é natural que se irritem quando o desempenho dos jogadores é previsível e com pouco esforço.
Dr Soares Franco, os assobios surgem de uma pequena exigência dos adeptos: Que os jogadores sigam simplesmente o lema do emblema que têm ao peito: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.
Para a próxima vez que queira condenar o comportamento dos adeptos, em vez de ir a correr para os meios de comunicação social com discursos paternalistas, lembre-se que existem, de facto, apupos injustificados, mas existem outros que têm toda a legitimidade.

23 February 2007

Sporting 0-0 Aves: O provável Adeus

Por razões profissionais só vi os últimos 15 minutos deste Sporting-Desp.Aves. Vi uma equipa extremamente ansiosa que, sem cabeça e só com coração, decidiu rematar várias vezes para a estratosfera. Do outro lado, uma equipa que estacionava constantemente o autocarro à frente da área mas que, volta e meia, era capaz de causar contra-ataques perigosos.
Do que já li no Fórum do Sporting, parece-me que os outros 75 minutos do jogo caiem também na descrição supra. Não podemos ter 70% de posse de bola, rematar n vezes, desaproveitar uma panóplia de cantos e não conseguir marcar a porra de um golo ao… AVES.
Perante isto, e tendo em conta, novamente, o nome do adversário, acho que podemos dizer definitivamente Adeus ao campeonato. Agora, só mesmo com uma (muito) improvável conjugação de factores é que poderemos voltar a sonhar.
Olhem….Como dizia o outro, Adoro-te Sporting, mas tratas-me muito mal…
SPORTING SEMPRE!

20 February 2007

Mudanças Culturais

Sporting Clube de PortugalPronuncio-me hoje pela primeira vez acerca da “necessidade de mudança cultural” referida por Filipe Soares Franco ao Público no início deste mês. Em relação a este assunto, sou absolutamente contra qualquer estratégia que implique que o Sporting deixe de deter a maioria do capital da SAD.
De acordo com os dados que disponho, o Sporting e a SGPS detêm, em conjunto, 78% do capital da SAD, sendo que, desde as eleições de Abril, que se sabe que o Sporting tenciona reduzir a sua participação. O que nunca foi equacionado nessa altura foi a cedência da posição maioritária e isso, para mim, está fora de questão.
Compreendo plenamente que apenas essa cedência possa atrair investidores “interessantes”, mas associado a essa cedência vêm riscos, entre os quais a potencial perda de poder dos sócios na delineação das estratégias do clube e, em relação a isso, sou absolutamente contra.
Se vamos reduzir a participação, que assim seja, mas o Sporting, directa ou indirectamente, deverá deter sempre a posição maioritária. 51% no mínimo.
Acerca das entrevistas do Veiga no passado fim-de-semana, leiam esta
notícia do Correio da Manhã. É muito interessante, especialmente o 5º e o 6º parágrafo. Mas claro, para muito boa gente que anda por aí, o que interessa é o que sai da boca do Veiga, o bicho credível…

17 February 2007

Paços Ferreira 1-1 Sporting: Azar

AZAR. Nenhuma outra palavra caracteriza melhor o que se passou nos últimos 20 minutos de jogo na Mata Real nesta noite. Se o destino da bola que Liedson enviou ao poste, ou o da bola que Alecsandro, incompreensivelmente, falhou à frente da baliza, tivesse sido diferente, estaríamos aqui a sorrir e não teríamos deixado o Porto fugir novamente.
Hoje, a exibição leonina foi boa, mas a eficácia atacante que demonstrámos nos últimos dois desafios, não quis nada connosco. Do ponto de vista positivo, gostaria de destacar a exibição do Miguel Veloso, que fez n intercepções importantes, fez a assistência (divinal) para o golo de Liedson e demonstrou um entrosamento fabuloso com todos os sectores da equipa na posição que ocupou hoje, a de trinco.
Por outro lado, odiei a prestação do Alecsandro, marcada pela performance em dois lances cruciais: Ligo-a intimamente ao golo do Paços de Ferreira (a bola bate-lhe nas costas, o que originou o contra-ataque dos pacenses); Falha um golo impressionante a 1 metro da baliza.
Esperemos agora para que o Porto volte a perder pontos, para podermos voltar a ter esperança nesta campeonato.
FORÇA SPORTING

15 February 2007

Pista Mário Moniz Pereira

Mário Moniz Pereira, na inauguração da pista municipal de Lisboa, baptizada com o seu nome4 dias depois da conquista do 13º campeonato nacional de Atletismo masculino e do 12º em femininos (consecutivos, em ambos os casos), Mário Moniz Pereira, o grande obreiro dos sucessos do Atletismo Português e o grande “culpado ”da hegemonia leonina nas pistas de tartan nacionais, viu hoje a nova pista municipal de Atletismo a ser inaugurada com o seu nome. É uma homenagem que faz todo o sentido e que é totalmente merecida pelo nosso grande símbolo.
Moniz Pereira que, desde a demolição do antigo estádio José Alvalade, via os nossos atletas a treinar separados, no INATEL, na Cidade Universitária e no Estádio Nacional, vê agora a inauguração de uma nova “casa” para o Atletismo do Sporting. Evidentemente, como é uma pista municipal, poderão também treinar lá outras equipas, mas voltamos a estar unidos e, ainda para mais, numa pista com um nome tão emblemático.
Por tudo o que vai fazendo em prol do Sporting e do desenvolvimento do Atletismo Nacional, fica aqui um grande agradecimento ao enorme Mário Moniz Pereira!
Ps: Quanto ao “assunto Custódio”, referido no último post, remeto-vos para
este post da Ofensiva 1906, cuja opinião reflecte exactamente também o que eu penso.

12 February 2007

Custódio e Soares Franco

As últimas duas semanas foram muito interessantes em termos desportivos para o nosso Sporting. Voltámos a entrar na corrida para o maior título nacional e mantivemo-nos na Taça de Portugal. No entanto, paralelamente aos feitos desportivos, surgiram duas coisas que não têm nada de positivo.
A primeira refere-se a esta notícia sobre o nosso Capitão Custódio. Aparentemente, Custódio referiu a um conjunto de crianças que jogar no Sporting ou jogar no benfica era…a mesma coisa. Poderia passar em claro mas o caderno desportivo do Correio da Manhã apanhou-o nesse acto e publicou a notícia na sua edição de Sábado. Não me interessa se ele disse isso em off nem se não sabia que era uma entrevista, a verdade é que quem pensa assim não tem dignidade para envergar a braçadeira de capitão do Sporting. Para o que interessa, até poderia ter sido um desabafo enquanto na cama com a sua mulher, reitero o que escrevi: Quem pensa assim, não pode ter a braçadeira.
Deste modo, sinto-me legitimado para, como adepto e sócio do Sporting, exigir à Direcção que, no mínimo, Custódio perca a braçadeira de Capitão do Sporting Clube de Portugal.
A segunda ocorrência tem origem na entrevista de Filipe Soares Franco ao Público na semana passada. Algures na notícia vem referido que o Sporting recebeu “mais de 40 milhões” pela venda do património não desportivo. Essa expressão causou alguma estranheza e gerou questões no blog Sporting100. No seguimento do post do n_sardas, contactei o provedor dos leitores do Público de modo a esclarecer o porquê da utilização da expressão “mais de 40 milhões” em vez de “menos de 50 milhões”, Hoje obtive a resposta da redactora responsável pela reportagem:
"Caro provedor...Peço desculpa por só responder agora, mas apenas um acaso me trouxe à net, hoje, já que estou de folga.
Apesar de não ter aqui comigo as declarações de Filipe Soares Franco, tenho praticamente a certeza de que usei o numero que o próprio presidente do Sporting avançou.
Não se tratam de matérias em que eu esteja muito à vontade (não costumo acompanhar os clubes, nem mesmo os assuntos acerca da situação financeira que atravessam), mas esta questão surgiu durante a entrevista que eu lhe fazia - e que solicitei ao presidente da OPCA, o mesmo Filipe Soares Franco.Durante a redacção do texto consultei o arquivo, e li várias noticias sobre a referida venda de património. E lembro-me de não ter lido um valor exacto. Optei por usar a expressão que me foi avançada pelo presidente do clube, admitindo, hoje, que a margem de erro entre "mais de 40 milhões" e "um pouco abaixo de 50 milhões", é de facto muito grande.
Estou à disposição para outros esclarecimentos que entenda necessário.
Cumprimentos,
Luísa Pinto"
Neste caso em concreto, antes de escrever mais, vou aguardar pela comunicação do Sporting à CMVM.

11 February 2007

A ver...

E rever, e rever, e rever, e rever, e rever, e rever, e rever, e rever!